Pós-Graduação em Ciências Forenses oferece aula aberta de perícia em acidentes

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Famosas séries de TV com a temática da investigação criminal, despertaram não apenas a audiência como também o interesse por profissões relacionadas as ciências forenses. Fora da ficção e distante dos estereótipos construídos através da televisão, a carreira é uma realidade possível. A formação que habilita para este ofício cujo o princípio é servir a justiça, está próxima e acessível. No Unasp campus São Paulo, o curso de pós-graduação em Ciências Forenses dá a possibilidade de atuação em diversas áreas e funções necessárias para a perícia criminal. Além disso, o especialista em ciências forenses poderá atuar não apenas como perido, mas também professor em cursos semelhantes.

A área tem despertado o interesse de muitos estudantes. Vários deles, universitários de diversos cursos do Unasp-SP, lotaram o auditório do Salão Nobre na manhã de domingo, dia 3 de setembro para assistirem a uma aula aberta do curso de pós-graduação em Ciências Forenses.

Ministrada pelo professor, Adilson Pereira, experiente perito da Polícia Científica de São Paulo e docente do Unasp-SP, a aula apresentou técnicas de localística que é a forma como se pericia acidentes de trânsito. “Todos viram não só a respeito da importância das Ciências Forenses, mas a importância desse assunto no Brasil. Nós somos um país que tem muitos acidentes, muitas mortes e falta conscientização”, explicou.

Rogéria Ventura, coordenadora do curso de pós-graduação em Ciências Forenses, explica que a aula teve o objetivo de oferecer para os estudantes universitários a oportunidade de conhcer como é uma aula em um curso de pós-graduação lato senso e ajuda-los a aumentar as opções para o mercado de trabalho apresentando uma área que é diversa. “Dessa forma eles podem ter respaldo da seriedade em que o curso é conduzido, da boa formação dos professores que temos no curso e da empregabilidade que será maior após uma pós-graduação. É de fato uma atividade em que nós servimos a sociedade. Ampliamos a divulgação da informação e dessa maneira estamos contribuindo”, enfatizou.

Na apresentação inicial desta aula aberta, a diretora de pós-graduação pesquisa e extensão do Unasp-SP, professora Maristela Martins, deu as boas-vindas ao público e destacou de que estavam participando de uma aula normal do curso e que os alunos do curso estavam ali atentos para mais um dia letivo. Para aqueles que ainda vivem a realidade da vida universitária, a experiência trouxe mais descobertas.  

“A aula me permitiu fazer algumas relações com a psicologia no sentido de prevenção de alguns comportamentos. Foi bem perceptível, pois por mais técnico que tenha sido a aula nessa questão de perícias de trânsito podemos ver que tudo é uma questão de as pessoas saberem como fazer e agir de forma a prevenir acidentes”, contou a estudante de psicologia, Alessandra do Vale.

Enquanto Alessandra percebe a contribuição que a sua área traz às ciências forenses, a psicóloga, Suzane Amaro, viaja a cada 15 dias de Mairiporã na região norte da Grande São Paulo, para cursar a pós-graduação em Ciências Forenses no Unasp, pois já sabe como sua profissão pode ser aplicada no dia a dia de um perito criminal. Para a pós-graduanda, a experiência de dividir a aula com tantas pessoas foi enriquecedora. “Todas as aulas sempre me surpreendem. Os professores são ótimos. Todos muito profissionais e peritos. Estou gostando bastante das aulas e do conteúdo. Para quem assistiu pela primeira vez foi uma boa forma de conhecer o curso. Quanto mais gente se interessar, melhor para nós. Eu recomendo para quem gosta e tem essa vontade de trabalhar com isso, pois ajuda a justiça a resolver crimes”, disse.

Na experiência de décadas como perito, policial científico e professor de ciências forenses, Adilson Pereira, ressalta de que vale muito a possibilidade de conhecer o ofício de perícia criminal além do que mostram as telas das séries ou do cinema. “Há muita mística por causa da televisão. A pessoa vendo o que se faz, em uma aula como essa, vai ter uma ideia real do fato e não uma ideia hollywoodiana da profissão. Os programas até ajudam, mas não dão a realidade. Cabe a nós fazer esse esclarecimento”, conclui.

Por Murilo Pereira