NEO e Igreja Unasp-SP celebram Criação

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Em diferentes instituições de ensino adventistas espalhadas pelo mundo, o dia 22 de outubro foi um sábado reservado para enfatizar a Criação. No Unasp campus São Paulo, o Núcleo de Estudo das origens, NEO, e a igreja do campus promoveram o programa 24 horas com Deus e Celebrando a Criação.

“Essa data do dia 22 de outubro é uma data muito significativa para nós e foi escolhida justamente esta data para prestarmos um culto ao nosso Deus criador que é tão caro para nós adventistas do sétimo dia. Esse programa foi uma iniciativa da Associação Geral da Igreja para que ele ocorra em vários locais e que várias igrejas façam o seu sábado da Criação”, explicou o doutor Marcos Natal, diretor do NEO.

Teve início no pôr do sol de sexta-feira, dia 21, com famílias, universitários e pastores reunidos na igreja do Unasp-SP para o início do sábado. Cerca de mil pessoas acompanharam ao vivo a transmissão pela internet. Na mesma noite, após o concerto especial de 60 anos da Acarte, o jornalista Michelson Borges abriu o principal assunto a ser estudado durante o sábado, o Criacionismo. Após a palestra, grupos se revezaram para que durante toda a noite, houvesse um lar em oração pelas famílias da igreja. Quando o dia amanheceu, um grupo de fiéis adventistas se reuniu às 7 horas no Templo Verde para uma edição especial do Culto da Mata, que semanalmente acontece aos domingos.

Apesar do caráter comemorativo, a programação trouxe conteúdo e conhecimento a respeito do estudo das origens. Nos sermões da manhã de sábado e nas palestras do período da tarde, pesquisadores convidados apresentaram estudos e dados que permitem analisar a vida no planeta Terra conforme o modelo Criacionista.

Entre os convidados, também estavam Dermeval Reis Junior, mestre em Ciências Médicas e da Saúde, e a doutora em Biologia da Relação Patógeno-Hospedeiro, Rogéria Maria Ventura. Ambos são membros da Sociedade Brasileira de Design Inteligente. Rogéria apresentou o tema: O Primeiro casal Humano Reconhecido pela Ciência: Adão e Eva Mitocondrial. Dermeval, por sua vez, falou sobre o tema: A Bioquímica e a Biologia mostram a improbabilidade de sermos produtos da evolução segundo Darwin.

Para o pesquisador, esses espaços para discussão destas temáticas promovem agregação de valores e princípio democrático para a sociedade. “A gente precisa deixar de pensar apenas pelo lado monopolizado da teoria. Existem teorias que infelizmente ainda são rechaçadas pelo Evolucionismo, mas para a sociedade é bom para que as pessoas saibam os dois lados da moeda. Se a teoria A fala isso e a teoria B aquilo, a pessoa tem o direito e o dever de ouvir as duas e depois escolher o caminho que ela quer trilhar e mais plausível”, enfatizou Dermeval.

O assunto despertou o interesse de um público diversificado. Até mesmo crianças aproveitaram a oportunidade para tirar dúvidas com os palestrantes. Além dos universitários do Unasp, o tema atraiu também estudantes de outras universidades. Como a estudante de Farmácia, Raquel Possemozer, que convive diariamente com colegas e amigos evolucionistas.

“Muitas vezes sou abordada com perguntas de amigos meus evolucionistas, mas que também tem o interesse em entender o meu lado de criacionista. Eu resolvi vir para ver e explicar para eles de maneira melhor e até mesmo para debater e expor os dois lados e não apenas um. Nós estudamos muitos processos tanto metabólicos do corpo quanto processos fisiológicos e alguns processos não conseguem ser explicados pela evolução, mas se você acredita num designer inteligente, num criador de todas as coisas, consegue entender como algo tão complexo, consegue acontecer de forma tão ordenada e perfeita”, complementou.

“São momentos em que se pode discutir um assunto que as vezes é tido como uma mera religião ou como uma argumentação puramente religiosa e espiritualista. O legal disso aqui é que foram convidados teólogos e também cientistas para debaterem esses assuntos. E aí a comunidade acadêmica pode perceber que o Criacionismo é a união harmoniosa entre boa Ciência e boa Teologia”, afirmou Michelson Borges.

Por Murilo Pereira